Já que aqui estamos…
Quase três anos passados…
O tempo galopa-nos para espaços abertos.
Horizontes infindáveis, de esperança, entre túneis apertados de realidades.
Objectivos pessoais, objectivos gerais, objectivos vs objectivos… atingimos.
Desafiámo-nos a nós próprios.
Estabelecemos metas e concluímos… que o jovem sangue vermelho circula entre veias e artérias verdes de esperança.
Resmungámos, fizemos birras, seleccionámo-nos, escolhemo-nos e… tornámo-nos amigos.
Os dias, os meses, os anos passaram… sobra a nostalgia, a história, os bons momentos, os copos… a amizade.
Aprendemos a generalidade da Psicologia.
Aprendemos a ver o outro lado do ser.
Hoje sabemos que os neurocientistas reconhecem, que existe um território de conhecimento enorme por explorar.
Amanhã… estaremos certamente desactualizados.
Não estamos em ciências estáticas… estamos no dinamismo excêntrico do conhecimento do ser.
Debatemos problemas actuais. Problemas das crianças, dos adolescentes, dos adultos… dos idosos.
Hoje temos uma perspectiva , seguramente diferente, quando abrimos diariamente a nossa janela ao mundo.
Entendemos melhor o sol que reflecte no vidro, o ar do transeunte inóspito que se empurra em filas, a moda que sai da montra, o adito em vãos de escada, o que foge ao social, o que tem medo da cobra que nunca viu…
Temos seguramente mais horizonte, mais distância… se Aleixo tivesse sido um psicopatológico, diria: “Tenho uma vista mais larga e mais sabedoria… é fruto do que aprendi, em lições de Psicologia”
Psicopatológico, criação abusiva, deste grupo de… (sei lá classificar…), é o termo perfeito para uma turma dispare, quer socialmente, quer profissionalmente e até a “porra” da idade.
Poderiam existir duas gerações… mas não existem minimamente, fronteiras nas relações pessoais.
Aprendemos a maltratarmo-nos educadamente.
Tornámo-nos tolerantes à intolerância… e divagamos em ondas de união.
Começaram muitos… acabaram estes.
Normal… é a rotação da vida, da circunstância, da ocasião, do grupo, da adaptação.
Tivemos bons professores, mestres e doutores, pessoas lindas de ouvir… mentes sem exosqueleto e inteligentes.
Ensinaram-nos a desinibição, o à-vontade, a reflexão, a opinião, a crítica.
Respirou-se liberdade… levámos com críticas… mas os braços não baixaram, nem baixarão.
Demonstrámos por A + B, que somos diferentes.
Demonstrámos que temos prazer em sentirmo-nos como que uma célula única, com várias funções num corpo imenso.
Demonstrámos sobretudo, que somos capazes.
Reivindicámos e continuaremos a reivindicar pelos nossos direitos, haverá sempre uma voz de discórdia quando a concordância não for comum.
Não temos de aceitar tudo… temos de negociar.
A “Dita Dura” é útil sexualmente… mais nada.
Quando a circunstância nos separar, haverá certamente flashes nas mais diversas ocasiões, que dispararão, numa ou noutra história, contada numa mesa de café, onde aquele ou aquela será lembrada.
O insignificante tema ressuscita… pondo brilho nos olhos, com sentimento nostálgico, recuando no tempo, como que dizendo: “eu estive ali”, “eu recordo isso”, “eu fico feliz pela situação”.
O momento e o circunstancial, é o dia de hoje, o dia do capricho, o dia do convívio, o dia do sorriso, o dia do S. Copo.
Não sentimos o prazer de ter sido académicos de palmo e meio… é verdade!
A translação da vida bateu-nos em equinócios diferentes, mas deixou sempre solstícios abertos de esperança.
A esperança não é o verde, nem o que se pretende alcançar… mas sim um presente de cor viva, numa mescla entre o prazer da mente e o Prazer da Carne.
Serás feliz, se um dia alguém se lembrou de ti e te recorda com saudade, com carinho, com amizade…
Não necessitas de pedestais em praças públicas… onde a maioria te ignora e uma vez por ano te depositam fúnebres flores aos pés.
Não… não necessitas disso para seres feliz. O primeiro reconhecimento que possas ter é o auto-reconhecimento… e os outros que se f… (como diz uma amiga nossa).
Este é mais um encontro entre muitos outros que irão surgir…
Este curso, com estas pessoas, é o corolário da amizade, da disponibilidade para uma vida… que também sorri…
Não sabemos propriamente o primeiro dia do resto das nossas vidas… mas hoje poderá ser o primeiro dia para um vínculo mais profundo de união… tal como disse atrás: criar a célula única, com multifunções.
Como em tudo na vida restam apenas os adaptados…
Tal como na Teoria Evolucionista de Darwin, sobrevivem normalmente os mais fortes, na dualidade objectiva de fuga e de luta.
Para nós, a nossa carga genética incide na Luta e não na Fuga, no Prazer e num constante engodar da nossa Amizade.
Só faltava, e para terminar, aquilo que nos tornou psicopatológicos, foi o simples facto de sermos IMPRESSIONANTES.
Paulo Santos
30 Jan. 2010
Página dedicada aos alunos do ano 2007/2010 do Curso de Psicologia do Instituto Superior Miguel "B"orga
terça-feira, 8 de junho de 2010
Dedicatória (Patrícia Sousa) : Vou voar… volto já.
Para os anais da história fica a dedicatória a nossa "Tixa" feita pelo nosso colega Paulo Santos na festa de despedida.
Fica a recordação para todos nós:
Vou voar… volto já.
Chegou a hora do check-out ao Instituto…
Chegou a hora do check-in para uma nova vida.
As portas abrem-se com as chaves certas.
E o mérito procura-se nas nuvens.
Não tenho dúvidas que o êxito já encontraste…
Lembra-te sempre… que na vida… o mais difícil é Nascer.
A probabilidade daquele cabeçudo espermatozóide… esbarrar na testa do estático óvulo… é tão ínfima, que faria desistir o mais resistente dos mortais.
A partir daí tudo é provável…
A partir daí, tudo pode acontecer…
A partir daí é… ambicionar, lutar e alcançar.
Quando se procura incessantemente o que quer que seja… encontra-se.
Pode demorar algum tempo, mas… encontra-se.
Sabemos que estás feliz… que estás expectante.
Voltaste à idade das questões…
Há muita informação para assimilar… mas o Prazer da conquista do lugar, é o palpitar agudo do ritmado coração.
A Vida é Fado… Destino.
Haverá analogia??... Não sei.
Apenas sei… que cantas muito bem o Destino.
Agora… o nosso anjo, já tem asas.
Saiu do ninho… já sabe voar.
Paulo Santos
30 Jan. 2010
Fica a recordação para todos nós:
Vou voar… volto já.
Chegou a hora do check-out ao Instituto…
Chegou a hora do check-in para uma nova vida.
As portas abrem-se com as chaves certas.
E o mérito procura-se nas nuvens.
Não tenho dúvidas que o êxito já encontraste…
Lembra-te sempre… que na vida… o mais difícil é Nascer.
A probabilidade daquele cabeçudo espermatozóide… esbarrar na testa do estático óvulo… é tão ínfima, que faria desistir o mais resistente dos mortais.
A partir daí tudo é provável…
A partir daí, tudo pode acontecer…
A partir daí é… ambicionar, lutar e alcançar.
Quando se procura incessantemente o que quer que seja… encontra-se.
Pode demorar algum tempo, mas… encontra-se.
Sabemos que estás feliz… que estás expectante.
Voltaste à idade das questões…
Há muita informação para assimilar… mas o Prazer da conquista do lugar, é o palpitar agudo do ritmado coração.
A Vida é Fado… Destino.
Haverá analogia??... Não sei.
Apenas sei… que cantas muito bem o Destino.
Agora… o nosso anjo, já tem asas.
Saiu do ninho… já sabe voar.
Paulo Santos
30 Jan. 2010
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